Alta do dólar não irá afetar o preço de brinquedos para o Dia das Crianças na Capital

Moeda é cotada acima dos R$ 4 desde o dia 14 de agosto. Segundo empresários, aumento da moeda não irá interferir no preço dos importados para a data.

03/10/19 – 09h30

Acima do patamar de R$ 4 há quase dois meses, a escalada do dólar ainda não deverá pesar no bolso dos consumidores que vão comprar brinquedos neste Dia das Crianças, segundo apontam empresários do setor.

O dólar ultrapassou a barreira dos R$ 4 no dia 14 de agosto, quando fechou a R$ 4,04. Desde então, a moeda chegou a tocar a marca de R$ 3,99, mas retomou o ritmo de alta e permanece acima dos R$ 4. Na tarde desta quarta-feira (2), a moeda era cotada a R$ 4,14 às 15h.

Com cerca de 40% do estoque em novidades para fazer a alegria dos pequenos, as lojas Casas Freitas estimam um crescimento de até 10% das vendas no período. De acordo com Marcelo Freitas, um dos sócios da loja, as compras de brinquedos importados especialmente para a data iniciaram em janeiro.

“No começo do ano, o dólar estava mais barato, a gente sentiu um pouco, porque no desembaraço da mercadoria o dólar já estava muito caro, mas não foi tanto. Essa alta impacta um pouco na hora de passar para o consumidor, mas muito pouco”, relata.

Apesar das opções de brinquedos importados, o estoque da loja se constitui com cerca de 55% de produtos nacionais, ante 45% importados. Para Freitas, alguns produtos nacionais são bons e não compensa muito comprar de fora.

No último ano, a venda de brinquedos para o Dia das Crianças ampliou as vendas da Forttudo em até 20% – a expectativa é que esse crescimento se mantenha neste ano. De acordo com Vinicius Gomes, responsável por comprar os brinquedos importados, a loja se prepara um ano antes para a data.

“A gente trabalha sempre antecipado, então pegamos o dólar em baixa. Fazemos o máximo para não passar esse aumento para o cliente, porque se não a gente fica por fora da concorrência. Como a gente trabalha no varejo e atacado, já começamos a vender brinquedos em março para o dia das crianças”, comenta.

Com uma expectativa de crescimento de 20% nas vendas, a Freitas Varejo se prepara para comprar brinquedos importados entre um ano a seis meses de antecedência da data. No entanto, a loja mantém um estoque de 50%  para produtos nacionais e 50% para importados.

“Infelizmente, a alta do dólar dificulta um pouco a parte da relação comercial, porque influencia muito no valor final. No entanto, o consumidor não vai sentir porque sempre tentamos trabalhar com um preço justo, com produtos de qualidade e preços acessíveis, por isso a nossa diversidade de produtos”, pontua Marcelo Vidal, gestor de marketing da loja.

As lojas Kirus Brinquedos Inteligentes também seguem um cronograma na hora de comprar brinquedos importados, segundo Herika Gomes, proprietária da Kirus.

“Baseado na nossa experiência de dez anos, nós temos um cronograma a seguir. Quando o dólar aumenta, tem fábricas que avisam que vai aumentar a tabela de preços, outras não.  A gente tenta fazer uma negociação com o fornecedor para não atingir o nosso cliente, para não refletir nas vendas”, comenta.

 

Diário do Nordeste

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