Prefeitura de Fortaleza permite a devastação do Conjunto Ceará

A gota d’água foi a instalação dentro de uma área verde, por parte da Prefeitura, da feira de carros que expulsaram da Parangaba.
24/08/19 – 14:34
Ações desastrosas da Prefeitura de Fortaleza no Conjunto Ceará acarretam prejuízos ambientais, sociais, econômicos e culturais para a população. Perseguindo os empreendedores e trabalhadores do Polo de lazer há muito tempo com apreensão de equipamentos de trabalho e fechamento arbitrário dos comércios tradicionais (alguns funcionando há mais de 30 anos no local), a Prefeitura faz vista grossa e até autoriza através de protocolos e “autorizações precárias” a instalação de outros comércios em áreas públicas, canteiros e áreas de grande importância ambiental.
A gota d’água foi a instalação dentro de uma área verde, por parte da Prefeitura, da feira de carros que expulsaram da Parangaba. São dezenas de carros velhos amontoados em frente ao Centro de Saúde Maciel de Brito e invadindo vários terrenos da comunidade. Os donos desses carros estão loteando os terrenos da região, construindo estruturas físicas e se apoderando desses espaços. Tudo isso com a anuência da Prefeitura que está permitindo que eles ameacem o meio ambiente e as fontes de água potável que jorra nesse lugar.
A Prefeitura de Fortaleza tem demonstrado usar “dois pesos e duas medidas” quando se trata do Conjunto Ceará. Por um lado, persegue os empreendedores e trabalhadores históricos do Polo de Lazer e por outro lado, incentiva invasões do espaço público que causam danos irreversíveis ao meio ambiente e à vida comunitária.
Um exemplo dessa postura da Prefeitura é a autorização para que um comerciante invada com um contêiner enorme a área do Centro Cultural Patativa do Assaré, mesmo a área pertencendo a COHAB e sendo de responsabilidade do Centro Cultural; e a permissão (ou omissão) para que os donos de carros saiam invadindo e loteando os espaços próximos ao Centro Maciel de Brito (última grande área verde da Comunidade com fontes de águas e vegetação nativa).
Interessante seria conhecer os bastidores dessa ação predatória, saber quem se articula nos gabinetes para fazer tudo isso acontecer; e entender quem, e o quê, está se ganhando com essa devastação no Conjunto Ceará. É provável que se encontrasse parlamentares. candidatos a vereador, cabos eleitorais e “lideranças comunitárias”  associadas a estas posturas perversas. De qualquer modo, tais “sócios do caos” aparecerão nas redes sociais defendendo a tal feira e querendo se juntar a essa invasão para se beneficiar de alguma forma.
Por trás dos discursos que falarão de progresso, geração de empregos e desenvolvimento, não será surpresa se aparecer a vontade de tomar o lugar dos empreendedores do Polo (que já batalham há 30, 40 anos no local), invadir e pegar também o seu pedacinho das áreas públicas do bairro e promover políticos e candidatos com vínculos com a atual gestão. Nenhuma invasão externa é bem sucedida em qualquer lugar sem o apoio de agentes locais que se associam ao invasor em troca de vantagens (muitas vezes ilusórias), nos ensina a História.
Aos moradores e lutadores sociais do Conjunto Ceará cabe resistir, enfrentar os desmandos do poder público, as ambições dos oportunistas e defender a comunidade. O Conjunto Ceará não é e nunca foi “curral eleitoral” de ninguém, e nunca se dobrou ao autoritarismo de governo ou prefeito algum.
Todos à plenária do “S.O.S. Conjunto Ceará”, Sábado, 24 de Agosto, no Prodecom, por trás da sede do Território Criativo, ao lado do antigo 12º, no Polo de Lazer do Conjunto Ceará, às 18H.
                                                                                                                               Fonte: Movimento S.O.S. Conjunto Ceara.
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